Todo mundo lembra do show de união, choros e discursos progressistas dentro do BBB 26. Parecia que aquelas amizades “eternas” iam atravessar qualquer coisa, que a tal turma das pautas certas ia seguir junta aqui fora, militando em bloco e posando de exemplo de sororidade para o Brasil inteiro.
Mas bastou o programa acabar, a luz do estúdio apagar e cada uma voltar para sua rotina para a realidade bater na porta.
A vice-campeã Milena agora admite, com todas as letras, que o grupo “Eternos” não era tão eterno assim e que a amizade com Ana Paula Renault simplesmente acabou, sem briga, sem grande cena, só esfriando até virar um abismo.
Por que essa amizade acabou mesmo?
Porque, segundo a própria Milena, agendas intensas, falta de presença e realidades diferentes falaram mais alto.
Ela esperava muito da relação quando saiu da casa, mas a decisão de se afastar nem partiu dela.
Ou seja, aquela parceria que parecia inabalável na frente das câmeras não resistiu a um mundo onde não tem confessionário, edição e torcida organizada empurrando narrativa.
Isso revela o que sobre o BBB?
Revela o que muita gente conservadora já repete há anos: dentro do reality, vale tudo para construir imagem, lacrar em cima de pauta identitária e posar de amiga fiel.
Fora dali, cada um corre para o seu projeto, sua carreira, seu nicho de público.
A própria web notou que, quando outra amiga de militância ganhou destaque, o distanciamento ficou escancarado ainda dentro da casa.
Onde entra a hipocrisia nisso?
Entra quando a esquerda tenta vender esses laços como símbolo de “novo Brasil”, mais empático e unido, mas na prática tudo depende de conveniência, visibilidade e alinhamento de pauta.
Se fosse alguém da direita se afastando, já estariam gritando sobre “traição”, “falta de sororidade” e “egoísmo”.
Aqui, o discurso é de que “está tudo bem, ciclos se encerram”.
Dois pesos, duas medidas.
No fim, Milena ainda deixa a porta aberta para uma reaproximação, fala em carinho e respeito, tenta acalmar os fãs.
Mas o recado que fica é outro: até a amizade que a militância vende como perfeita tem prazo de validade quando as câmeras desligam.
E o público, cansado dessa encenação progressista, olha e pensa: até quando vão tentar enganar o Brasil com amizade de reality que só funciona sob roteiro?