Enquanto a esquerda vive de discurso bonito em conferência climática, quem mora no Brasil real está contando telha por telha que voou.
O Sul do país, que já vem sofrendo com enchentes, agora encara um ciclone-bomba com tornado, ventos acima de 100 km/h, casas destelhadas, escolas destruídas, energia cortada e mais uma morte registrada.
E a sensação é a mesma de sempre: quando o povo mais trabalhador precisa, some todo o “cuidado social” tão falado em palanque.
Por que o Sul é sempre esquecido?
A região mais produtiva do país vira manchete só na hora da tragédia.
Agora, com mais de 100 municípios gaúchos atingidos, cidades como Pelotas, Novo Hamburgo, Uruguaiana e tantas outras em situação crítica, o que se vê é a velha resposta burocrática, sem plano sério de prevenção, sem estrutura robusta, sem prioridade real.
Onde está a tal justiça climática?
Em Santos, rajadas de 109 km/h; no Rio, aulas canceladas e estágios de risco; no interior e litoral de São Paulo, cidades inteiras em atenção máxima.
Quem paga o preço da omissão?
É o trabalhador que perde o telhado, o pequeno comerciante que fica sem luz, o pai que não sabe se manda o filho para a escola, a família que vê árvore cair em cima de casa.
Enquanto isso, o debate público segue preso em briga ideológica, STF discutindo pauta identitária e governo gastando energia com narrativa, não com infraestrutura, prevenção e defesa civil forte.
Até quando o Sul vai ser lembrado só na hora da tragédia?
E quem está pagando, de novo, é o brasileiro que trabalha em silêncio e não tem blindagem nenhuma.