Enquanto a esquerda brasileira segue fingindo que só a direita ameaça a democracia, um dos regimes mais fechados e autoritários do planeta está em plena turbulência interna, longe dos holofotes que tanto gostam de apontar para Bolsonaro e conservadores.
O mesmo Irã que vive atacando Israel, perseguindo cristãos e oprimindo mulheres, segue sendo tratado com luvas de pelica por muitos “progressistas” mundo afora.
Quando é para criticar Israel ou os Estados Unidos, a militância corre para as redes.
Mas quando o problema explode dentro de uma teocracia autoritária, o tom muda, o silêncio aparece e a seletividade grita.
Onde está a indignação agora?
Quem realmente manda no Irã hoje?
A reportagem mostra que o líder supremo, Mojtaba Khamenei, estaria em estado de saúde extremamente crítico, sem reuniões com o governo e quase sem falar com ninguém desde a morte do pai e de outros familiares.
Isso levanta dúvidas sobre quem está tomando as decisões no regime.
Por que o regime esconde informações?
O próprio governo iraniano diz que tudo não passa de “campanha de desinformação”, mas não apresenta provas, não mostra o líder em público e não esclarece nada.
A ausência total de aparições e a dificuldade de comunicação só aumentam as suspeitas de crise no comando.
Crise no Irã afeta o mundo?
O Irã é peça central em conflitos no Oriente Médio, financia grupos radicais e influencia diretamente a tensão contra Israel e o Ocidente.
Qualquer instabilidade na cúpula do regime pode mexer com o equilíbrio geopolítico e expor ainda mais a fragilidade de alianças que a esquerda costuma relativizar.
Por que a esquerda não comenta isso?
Porque admitir a gravidade da situação no Irã obriga a encarar a hipocrisia: criticam “autoritarismo” na direita, mas fecham os olhos para ditaduras amigas, desde que sejam antiocidentais.
Quando o líder supremo some, o discurso cai por terra.
No fim, o que a reportagem revela é simples e incômodo: enquanto o regime tenta negar, fontes internas falam em estado crítico e risco de morte a qualquer momento.
E o mundo, inclusive a esquerda brasileira, finge que não vê a bomba política prestes a explodir em Teerã.