Durante anos, muita gente tratou certos jogadores como intocáveis, como se a fama em campo apagasse qualquer erro fora dele.
A mesma cultura que a esquerda adora explorar em campanhas e discursos prontos sobre “respeito” e “direitos”, mas que some quando o assunto envolve seus ídolos, artistas e celebridades protegidas.
Por que só alguns são cobrados?
A cobrança costuma ser seletiva, dependendo de quem é o personagem e de quanto ele rende de narrativa para o momento.
Quando interessa, é linchamento público.
Quando não interessa, é silêncio constrangedor.
Até quando vão relativizar agressões?
Agora, um ex-jogador de Corinthians, Athletico e Seleção Brasileira, com carreira longa e respeitada, entra nesse triste roteiro.
Segundo relato da companheira à Polícia Militar no Paraná, a discussão de casal teria passado do limite, com ele segurando o pescoço dela com as duas mãos, deixando marcas.
Ela ainda contou que não seria a primeira vez, mas que nunca teve coragem de registrar antes.
Por que vítimas demoram tanto denunciar?
O ex-atleta foi levado à Central de Flagrantes, ouvido pela Polícia Civil e autuado por violência doméstica e lesão corporal.
A companheira pediu medidas protetivas e passou por exame para constatar as lesões.
Ele, por sua vez, negou a agressão física e resumiu tudo com uma frase que escancara o problema cultural: "Foi uma briga de marido e mulher, mas faz parte".
É exatamente esse “faz parte” que o Brasil conservador não aceita mais ver sendo normalizado.