Quem acompanha a política latino americana já percebeu que o clima azedou de vez entre o governo Lula e a nova direita que vem ganhando força no continente.
Enquanto a esquerda brasileira tenta vender a imagem de “estadista respeitado no mundo”, a realidade lá fora começa a bater na porta de um jeito que o consórcio de imprensa não consegue mais esconder.
Por anos, ouvimos que qualquer crítica a Lula era “perseguição política” e que só aqui no Brasil existia “ódio ao ex presidente”.
Mas quando a cobrança vem de fora, de outros países, de outros parlamentos, a narrativa vitimista começa a desmoronar.
Isso é perseguição ou é cobrança?
A crítica agora parte de um deputado americano, Carlos Gimenez, que levou ao Congresso dos Estados Unidos acusações duríssimas contra Lula, chamando o petista de corrupto, criminoso e responsável por destruir o Brasil.
E não ficou só nisso: apontou ainda o apoio sistemático de Lula a ditaduras comunistas na região e defendeu que ele seja responsabilizado.
Por que Milei entrou nessa?
Porque Javier Milei decidiu não fazer o jogo da diplomacia hipócrita.
Ao republicar e endossar publicamente essa mensagem, o presidente argentino deu peso político internacional ao que a direita brasileira denuncia há anos.
Milei se alinha com setores da direita americana e com a direita brasileira, inclusive após ter participado de evento do PL ao lado de aliados de Bolsonaro.
Quem realmente isola o Brasil?
O resultado já aparece: crise diplomática aberta, embaixador argentino chamado de volta e relação rebaixada entre Brasil e Argentina.
Até quando vão fingir normalidade?