Todo mundo já sabe que a violência dentro de casa virou rotina no noticiário, mas nada prepara para o que aconteceu neste Dia dos Pais na zona sul de São Paulo.
Em um país onde bandido ganha mais atenção que vítima, mais uma vez duas crianças pagaram o preço de um sistema que finge proteger, mas chega sempre depois.
Enquanto a esquerda prefere discutir pronome neutro e lacração em rede social, a realidade nas periferias é outra: mães com medo, denúncias de violência doméstica que somem na burocracia e um Estado que só aparece quando a tragédia já está consumada.
Quem protegeu essas crianças antes?
Mesmo com histórico de violência doméstica, nada impediu o pior.
Por que ninguém agiu antes?
Porque o sistema é lento, seletivo e mais preocupado com discurso politicamente correto do que com ação firme.
O caso de Breno de Souza Castro, 24 anos, preso em flagrante após matar as próprias filhas de 3 e 5 anos, é o retrato cruel disso.
Havia acusação de violência doméstica, havia sinais, havia risco.
E, mesmo assim, ele continuou solto, circulando normalmente, até transformar o Dia dos Pais em um pesadelo.
Onde estava a tal rede de proteção?
Entre papéis, protocolos e desculpas.
Quando a polícia chegou, as duas meninas já estavam sem vida.
A cena do carro encontrado, com vidro traseiro quebrado e airbag acionado, contrasta com a foto do suspeito exibindo no peito a tatuagem com o nome da filha mais velha.
Um símbolo perverso de um país que estampa "proteção à infância" em campanhas oficiais, mas não consegue impedir que o agressor dentro de casa faça o pior.
Até quando vamos fingir surpresa?