Quem acompanha a política brasileira já percebeu que, quando o assunto é Lula e PT, sempre aparece um detalhe que qualquer cidadão comum jamais teria o luxo de carregar em paz.
A esquerda vive repetindo o discurso de vítima, falando em perseguição, em golpe, em injustiça histórica.
Ao mesmo tempo, posa de guardiã da democracia, da ética e do tal “estado de direito”.
Mas, na prática, o filme é sempre o mesmo: um sistema inteiro se movimentando para manter o mesmo grupo no poder.
Por que Lula sempre escapa ileso?
Quando é aliado de Lula, tudo vira “mal-entendido” ou “processo político”.
Quando é alguém ligado à direita, basta uma denúncia para virar manchete condenatória.
Isso é tratamento igual perante a lei?
Não.
A diferença de rigor entre casos envolvendo direita e esquerda é gritante.
A seletividade salta aos olhos e alimenta a sensação de impunidade para uns e perseguição para outros.
Agora, em pleno registro de candidatura, Lula chega ao Tribunal Superior Eleitoral com nada menos que 88 certidões criminais apresentadas.
Enquanto outros presidenciáveis entregam meia dúzia de documentos, o líder petista despeja uma pilha de certidões que obrigam a Justiça Eleitoral a revisitar todo o seu histórico.
Como alguém com esse passado, já condenado e depois “reabilitado” por decisões técnicas, volta a disputar o comando do país como se nada tivesse acontecido?
Quantas certidões são aceitáveis?
Porém, para o eleitor comum, o impacto moral de ver um candidato à reeleição com 88 certidões é devastador.
Enquanto isso, o mesmo sistema que aperta cada vírgula de candidatos de direita parece perfeitamente confortável em analisar, com toda calma do mundo, a montanha de papel que acompanha Lula.
O brasileiro olha para isso e se pergunta até quando vai aceitar esse jogo desequilibrado em nome de um projeto de poder que se recusa a largar o osso.