Todo mundo já percebeu como a palavra família virou peça de marketing na política brasileira.
Em época de eleição, é foto, discurso emocionado, textão nas redes.
Mas quando chega a hora da verdade, o que vale mesmo é o projeto de poder, não o laço de sangue.
Enquanto isso, o STF segue ampliando seus tentáculos.
Agora, nem o Dia dos Pais escapa.
Alexandre de Moraes, que já tirou de Jair Bolsonaro o direito de falar em público como líder político, resolveu atingir também o momento mais básico entre pai e filhos: o abraço no domingo de Dia dos Pais.
Por que o STF proibiu visita familiar?
A decisão veio depois de Flávio Bolsonaro ler uma carta do pai, reforçando sua candidatura.
Algo que já aconteceu antes, com outras cartas, sem qualquer problema.
Desta vez, porém, Moraes enxergou “ato indevido” e usou isso como justificativa para suspender as visitas dos filhos a Bolsonaro justamente no Dia dos Pais.
A mensagem é clara: com a direita, a caneta pesa.
Onde está a mesma rigidez com a esquerda?
Do outro lado, Lula faz post bonitinho no Instagram falando que “o maior presente é ter tempo com os filhos” e prometendo acabar com escala 6x1. Discurso perfeito para rede social.
Mas o próprio filho, Fábio Luís, o famoso “Ronaldinho dos Negócios”, está na Espanha, alvo de três inquéritos por suspeita de tráfico de influência, sem pressa nenhuma de voltar ao Brasil.
Por que o filho de Lula preocupa tanto?
Porque as investigações sobre Lulinha levantam suspeitas de interferência do governo petista, justamente num caso que atinge o coração da narrativa de “pai do povo honesto”.
Lula diz que o filho é atacado “para atacá-lo” e nega qualquer interferência.
Mas quem confia num sistema em que a direita é punida até por carta e a esquerda posa de vítima eterna?
Até quando essa seletividade vai continuar?
Quando um pai de direita é impedido de abraçar os filhos, enquanto um filho enrolado de presidente de esquerda é tratado com luvas de pelica, não é mais sobre família.
É sobre quem manda e quem deve ser calado.