Há anos a esquerda vende a imagem de Lula como grande articulador mundial, pacificador de conflitos e quase candidato a Nobel da Paz.
A militância repetiu esse discurso à exaustão, enquanto a imprensa amiga embalava o mito do “estadista respeitado lá fora”.
Só que, na prática, o cenário internacional foi fechando a porta na cara do petista.
Hoje Lula está em rota de colisão com os presidentes dos Estados Unidos e da Argentina, dois países centrais para o Brasil.
Com Joe Biden, o clima azedou.
Com Javier Milei, a relação começou com ataques e ironias.
O resultado é um Brasil menor, mais fraco e com um presidente que fala grosso no palanque, mas precisa recuar quando a realidade bate.
Por que Lula se enrosca tanto fora?
Lá fora, bravata ideológica cobra preço.
Agora veio o movimento que deixou tudo ainda mais constrangedor: Lula anunciou em público que pretende ter uma nova conversa com Donald Trump.
Justo ele, que sempre surfou na demonização da direita americana, que deixou a militância atacar Trump como símbolo de tudo que há de “atrasado” no mundo.
O que Lula ganha insistindo nessa conversa?
No máximo, tenta salvar a própria imagem, mostrando que ainda é recebido por grandes líderes, mesmo depois de tantos erros.
Só que o tiro pode sair pela culatra.
Se a conversa acontecer depois do agrément para Daniel Perez, indicado ligado a Trump, vai parecer que Lula cedeu e engoliu o orgulho.
Se não acontecer, ele ficará marcado como intransigente e isolado, preso à própria retórica.
Lula está encurralado pela contradição que a direita sempre apontou: fala como se mandasse no mundo, mas não consegue manter relações mínimas com Estados Unidos e Argentina.
Onde foi parar o “líder global” que ia acabar com a guerra na Ucrânia?
Lula ainda é respeitado lá fora?
Enquanto isso, o brasileiro assiste, cansado, a mais um capítulo de um governo que prefere narrativa a resultado.
E a conta dessa diplomacia ideológica, cedo ou tarde, cai no colo do país inteiro.