Quem acompanha a política brasileira já percebeu que, quando o alvo é a direita, especialmente Jair Bolsonaro e sua família, não existe limite.
A mesma turma que fala em “estado democrático de direito” e “defesa da família” aplaude calada quando a família que pensa diferente é humilhada em praça pública.
Enquanto a esquerda posa de vítima, Lula circula livre, blindado, paparicado por artistas e pela velha imprensa.
Já Bolsonaro, que teve milhões de votos e segue com enorme apoio popular, é mantido em prisão domiciliar, cercado por decisões judiciais que parecem ter mais viés político do que jurídico.
Justiça vale para todos mesmo?
Quando é aliado da esquerda, a narrativa é de perdão, recomeço, “virar a página”.
Quando é alguém ligado ao bolsonarismo, a regra muda: punição máxima, humilhação pública e restrição até de laços familiares.
Por que só a direita apanha?
Porque a esquerda precisa destruir o símbolo que mais a enfrentou.
Bolsonaro virou alvo permanente, e qualquer um que carregue seu nome paga o preço dessa guerra política travestida de moralidade.
No Dia dos Pais, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido para que Flávio, Carlos Bolsonaro e Jair Renan pudessem visitar o pai.
Flávio está proibido de encontrar Bolsonaro por 90 dias, simplesmente por ter divulgado uma carta manuscrita do ex-presidente.
Resultado: um filho chorando em culto, pedindo forças a Deus, enquanto escreve outra carta para o pai que não pode abraçar.
Isso é proteção da democracia?
Não.
Isso é demonstração de poder.
Quando um ministro do STF se acha no direito de impedir um pai de ver os filhos em uma data simbólica, o recado é claro: quem ousar enfrentar o sistema vai ser esmagado, até dentro de casa.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro assume a missão de disputar a Presidência no lugar do pai, fala em resgatar o país, monta palanques pelo Brasil e ainda vê pesquisas tentando desanimar o eleitor evangélico.
A pergunta que fica é: até quando o Brasil vai aceitar que a justiça seja usada como arma política contra um lado só?