Todo mundo lembra das promessas bonitas de “estado presente”, “governo para os mais vulneráveis” e “ninguém ficará para trás”.
Na propaganda, parece que o Brasil virou um paraíso social.
Na prática, quando o povo precisa de verdade, o que se vê é sempre o mesmo roteiro: abandono, improviso e muita conversa fiia.
Enquanto Brasília se ocupa com emenda, cargo, showzinho de artista militante e blindagem de aliado, o Rio Grande do Sul volta a ser castigado por tempestades fortes, ventos violentos e destruição em dezenas de cidades.
E o que sobra para as famílias?
situação grave
Por que ninguém cobra responsabilidade real?
A cobrança existe, mas fica abafada por narrativas políticas e foco em outros interesses.
Mais de 2,6 mil pessoas foram desalojadas, 117 municípios registraram estragos, há mortos e feridos, e mesmo assim o tema some rápido do debate nacional.
Onde estão os mesmos que fazem discurso inflamado sobre “defesa da vida” quando é para atacar adversário de direita?
hipocrisia escancarada
Por que essa tragédia some tão rápido?
Quando é para culpar governo conservador, a esquerda transforma qualquer chuva em palanque.
Agora, com gaúcho perdendo casa e tudo o que tem, o tom muda, vira assunto técnico, frio, sem indignação.
Dois pesos, duas medidas.
Enquanto isso, a Defesa Civil do RS corre para atualizar números, explicar que foi frente fria, não ciclone, detalhar feridos em Novo Hamburgo, Osório, Dom Feliciano, centenas de desalojados em Minas do Leão, Sapiranga e outras cidades.
Trabalho sério, mas quase sempre sozinho, sem o mesmo holofote que militante adora quando é conveniente.
No fim, o fato é simples e doloroso: mais uma vez, o povo paga a conta da incompetência e do jogo político, enquanto a máquina pública finge surpresa com uma tragédia que todo mundo já sabia que poderia acontecer.