Quem acompanha a política externa do Brasil já percebeu que, no governo Lula, a diplomacia virou extensão direta do jogo ideológico interno.
Não é mais sobre defender o país, mas sobre proteger narrativas, blindar aliados e apontar o dedo para quem ousa enfrentar a esquerda.
Enquanto a economia patina e o brasileiro sente no bolso o peso dos erros de Brasília, o Itamaraty é usado para defender a honra de políticos e ministros do STF, como se fossem intocáveis.
E, claro, sempre sobra espaço para culpar a direita, Trump, Milei, os EUA e, no fim, Jair Bolsonaro e sua família.
Brasil em alerta
Por que atacar Milei e Bolsonaro?
A fala de Mauro Vieira deixa claro o alvo: ele acusa Javier Milei de "agressões" ao Brasil e, ao mesmo tempo, liga a pressão dos EUA a uma suposta interferência no processo contra Jair Bolsonaro e até a Eduardo Bolsonaro.
Ou seja, a crise externa vira munição para reforçar a narrativa de "golpe" e justificar perseguição política interna.
Blindagem total
Quem o Itamaraty realmente protege?
O chanceler faz questão de exaltar o STF e o ministro responsável por conter o que ele chama de tentativa de golpe, tratando o tribunal como herói e colocando qualquer crítica como ameaça à democracia.
Milei, por ter apoiado Flávio Bolsonaro e criticado Lula, vira o vilão perfeito para o roteiro da esquerda.
Hipocrisia exposta
Por que Milei incomoda tanto Lula?
Em vez de responder politicamente, o governo brasileiro usa a máquina diplomática para exigir que a Argentina "pare as agressões" e condiciona a volta dos embaixadores a um gesto de recuo de Milei.
Narrativa em xeque
Quem está realmente interferindo onde?
A pergunta que fica é: até quando a política externa será usada como escudo para Lula, o STF e a velha narrativa de perseguição à esquerda, enquanto a direita é tratada como inimiga a ser calada?