Todo mundo já percebeu como, em ano eleitoral, a esquerda corre para trocar a realidade por narrativa bonitinha.
Em vez de discutir corrupção, desemprego e insegurança, o foco vira música, clipe colorido e discurso emotivo.
A máquina de marketing entra em campo para tentar fazer o Brasil esquecer o que viveu nos últimos anos.
Agora, com a disputa de 2026 se aproximando, os jingles presidenciais começaram a pipocar nas redes.
Flávio Bolsonaro aposta em fé e esperança, Renan Santos parte para o confronto direto com o PT, Caiado tenta se vender como duro contra a bandidagem.
Mas é o material de Lula que escancara, de novo, a velha tática petista: usar cultura e entretenimento para maquiar um passado pesado.
Por que Lula virou tema de funk?
A campanha decidiu usar o ritmo para alcançar jovens de periferia e colar nele a imagem de trabalhador, família e “superação”, tentando apagar o histórico de escândalos e condenações ligados ao PT.
O novo jingle de Lula é uma releitura do “Rap do Silva”, clássico do funk consciente dos anos 1990. Só que, em vez de denunciar injustiça contra o trabalhador comum, a letra agora transforma Lula da Silva em estrela que brilha, herói do povo, vítima do “sistema” que teria tentado calá-lo.
A prisão em Curitiba aparece como capítulo de superação, não como consequência de um esquema de poder que o país inteiro acompanhou.
Quem ganha com essa reescrita da história?
Enquanto isso, a mesma imprensa que trata o funk de Lula como peça “emocionante” e “criativa” analisa friamente os outros jingles, sem o mesmo encantamento.
A pergunta que fica é simples: até quando vão tentar empurrar, com batida de funk e clipe editado, a ideia de que nada aconteceu, que ninguém foi responsável e que o Brasil deve uma nova chance ao mesmo grupo que já quebrou o país?
Afinal, quem está sendo enganado aqui?