De novo, a velha fórmula da esquerda: aparece uma tragédia, e em vez de discutir responsabilidade individual, família, educação e punição a criminosos, a primeira reação é tentar controlar todo mundo.
Agora o alvo é o Discord, mas a lógica é a mesma que já vimos contra outras redes sociais e contra qualquer espaço onde o governo não manda.
A primeira-dama Janja e a Advocacia-Geral da União correram para sugerir o bloqueio total do Discord no Brasil, como se apagar uma ferramenta usada por milhões para trabalho, estudo e lazer fosse solução mágica.
A pressa em apontar o dedo para a plataforma combina com o discurso de sempre: mais Estado, mais vigilância, menos liberdade.
Por que querem calar usuários comuns?
Enquanto isso, o próprio STF, que já foi acusado de rigor excessivo em temas de internet, aparece agora como "moderado" diante do ímpeto censor do governo.
As regras definidas pelo Supremo e pelo Marco Civil da Internet deixam claro que tirar um serviço inteiro do ar é medida extrema e desproporcional.
Ou seja, nem o STF foi tão longe quanto Janja e a AGU querem ir.
Quem ganha com esse tipo de bloqueio?
A Constituição, o Marco Civil e até decretos recentes do próprio governo Lula protegem o sigilo das comunicações e proíbem transformar empresas em órgãos de vigilância permanente.
Monitoramento só pode ocorrer diante de denúncia ou risco concreto, não com varredura geral em todas as conversas privadas.
Por que o governo ignora suas próprias regras?
Porque o discurso de proteção de menores é usado como escudo emocional para avançar sobre a liberdade digital, testando até onde a sociedade aceita ser vigiada.
Especialistas lembram que existem punições pesadas antes de qualquer bloqueio nacional: multas milionárias, remoção de conteúdos específicos, auditorias, reforço de verificação de idade.
O próprio relatório do Ministério da Justiça fala em falhas, mas não em uma estrutura feita para o crime.
Mesmo assim, a primeira reação foi mirar no banimento total.
Até quando a esquerda vai usar casos trágicos para empurrar projetos de controle da internet, enquanto finge defender democracia e liberdade de expressão?
O recado é claro: se a sociedade não reagir agora, o próximo alvo pode ser qualquer plataforma onde a direita ainda consegue falar sem filtro do governo.