Todo mundo já percebeu que, no Brasil de hoje, existe cidadão de primeira classe e cidadão que precisa se explicar até quando respira.
E quando esse cidadão é um ex-presidente de direita, incomoda ainda mais o sistema que vive blindando a esquerda e seus aliados de toga.
Enquanto corruptos históricos seguem soltos, dando palestra e posando de estadistas, Jair Bolsonaro tem de prestar contas semana após semana ao ministro Alexandre de Moraes, até sobre como está a própria saúde dentro da própria casa.
É esse o nível de controle que se instalou.
Quem ganha com essa vigilância extrema?
Apenas o aparato que quer manter Bolsonaro acuado, desgastado e sob constante pressão, transformando uma prisão domiciliar que deveria ser humanitária em um regime de monitoramento permanente.
Por que só Bolsonaro é vigiado assim?
Agora, até um aumento de pressão arterial, controlado com ajuste temporário de medicação, vira assunto de relatório oficial enviado ao STF.
O boletim médico registra episódios de pressão alta nos dias 3 e 4 de agosto, efeitos colaterais de remédios, sonolência, instabilidade de equilíbrio, crises de soluço e até detalhes da fisioterapia no ombro direito.
Isso é realmente necessário para a Justiça?
É um nível de detalhamento que mais parece instrumento de controle político do que cuidado jurídico, ainda mais em uma condenação por "suposta tentativa de golpe" que muita gente vê como exagerada e seletiva.
Enquanto isso, Bolsonaro segue em casa, com dieta rigorosa, exercícios físicos, fisioterapia e acompanhamento constante, tentando se recuperar fisicamente, mas com a saúde sendo transformada em papelada semanal para satisfazer a curiosidade de um sistema que parece decidido a não deixá-lo em paz nem dentro do próprio quarto.