Quem acompanha a política brasileira já se acostumou ao roteiro: o PT cria um problema, posa de vítima e depois aparece como “salvador da pátria”.
Agora, em plena crise com os Estados Unidos por causa de tarifas, o partido resolveu se fantasiar de grande defensor da soberania nacional.
De repente, o mesmo grupo que sempre tratou ditaduras amigas com tapete vermelho e silêncio cúmplice descobre que existe “servilismo” a interesses estrangeiros.
Mas, curiosamente, o alvo do discurso é o alinhamento com grandes potências ocidentais, nunca com regimes autoritários que a esquerda admira.
Quem o PT realmente quer enfrentar?
Quer blindar seu próprio projeto.
O plano de governo de Lula fala bonito sobre “rejeitar subordinação estratégica”, “neoindustrialização” e “soberania digital”.
Na prática, abre espaço para mais Estado, mais controle, mais aparelhamento e menos liberdade.
Soberania, aqui, vira desculpa para concentrar poder nas mãos de Brasília.
Por que atacar tanto o alinhamento ocidental?
Enquanto promete fortalecer a Base Industrial de Defesa, o mesmo governo corta orçamento, esvazia as Forças Armadas e transforma o ministro da Defesa em piadista, dizendo que, se os EUA invadissem, “abriria o portão”.
É essa a “capacidade de dissuasão” que o PT vende ao povo?
Como falar em defesa forte assim?
Ignorando a realidade do quartel.
No tema segurança pública, a contradição é ainda mais gritante.
Lula promete recriar ministério, expandir câmeras, valorizar policiais, mas mantém a cruzada contra armas legais, CACs e empresas de segurança.
O criminoso armado segue solto, o cidadão de bem é tratado como ameaça.
Por que tanto ódio ao cidadão armado?
No fim, o plano “contra o servilismo” parece menos sobre proteger o Brasil de potências estrangeiras e mais sobre manter o país submisso a um velho projeto de poder de esquerda.
O discurso é de soberania, mas o resultado é sempre o mesmo: mais controle sobre o brasileiro comum e mais blindagem para quem manda em Brasília.