Todo mundo lembra como a esquerda vive repetindo que “dinheiro público é sagrado”, que não pode misturar governo com campanha, que o Estado tem de ser neutro.
Na prática, porém, quando o assunto é Lula, parece que vale tudo.
Até transformar o maior espetáculo popular do país em um palanque luxuoso para exaltar o “líder” com o bolso do contribuinte.
Enquanto perseguem conservadores por qualquer postagem em rede social, um desfile inteiro na Marquês de Sapucaí foi montado para contar a história de Lula, do sindicalista ao retorno ao poder, com direito a estrela vermelha, exaltação de programas de governo e ataque nominal a adversários.
E tudo isso com transmissão nacional, horário nobre e impacto eleitoral óbvio.
Quem paga essa conta toda?
A sequência chama atenção: primeiro se anuncia o enredo pró-Lula, depois vêm leis, termos de fomento e patrocínios oficiais para viabilizar o espetáculo.
Onde entra a neutralidade do Estado?
Segundo a ação, o problema não é só a homenagem, mas o uso coordenado de dinheiro público para um desfile com conteúdo político explícito, samba-enredo terminando em “Olê, olê, olê, olá, Lula!
Lula!
” e até espaço reservado em carro alegórico para Janja e convidados do presidente.
Isso se parece mais com comício do que com cultura.
Por que a direita é tratada diferente?
Agora, com Lula sendo exaltado em rede nacional em pleno ano eleitoral, a cobrança é bem mais branda.
O Partido Novo decidiu romper esse silêncio e levou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral, pedindo a cassação de Lula e Alckmin por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Até quando o brasileiro vai aceitar que Carnaval, estatais e prefeituras sejam usados como extensão do marketing político de um único grupo?
A ação do Novo escancara o que muita gente já sentia: o desfile da Acadêmicos de Niterói não foi só festa, foi um gigantesco investimento eleitoral com dinheiro que deveria servir ao povo, não a um projeto de poder.