Todo mundo já percebeu a mesma coisa: quanto mais o Estado petista aperta o cidadão honesto com imposto e burocracia, mais o crime organizado encontra espaço para mandar no país.
A esquerda vive repetindo discurso de saúde pública, de combate ao cigarro, de proteção ao trabalhador.
Na prática, o que cresceu foi o mercado ilegal, a escravidão moderna e o poder das facções.
Quem ganha com imposto abusivo?
O crime organizado é o grande beneficiado, ocupando o espaço deixado pelo produto legal.
Enquanto o brasileiro paga até 90% de imposto no cigarro nacional, o produto paraguaio entra por menos da metade do preço.
Resultado previsível: o mercado ilegal já responde por cerca de um terço do consumo no Brasil, com mais de 7 bilhões de reais em impostos sonegados por ano.
E quem deveria combater isso prefere culpar o consumidor e posar de moralista em coletiva de imprensa.
Por que as fábricas clandestinas explodiram?
Os números mostram o tamanho do fracasso do modelo atual.
De 2012 até agora, 81 fábricas ilegais de cigarros foram fechadas em 13 estados, sendo 55 só no Sudeste.
São Paulo lidera com folga, com 28 unidades clandestinas.
Ou seja, o crime não está mais só cruzando fronteira, está instalado no coração econômico do país, produzindo, falsificando marcas paraguaias e distribuindo em massa.
Onde entra a hipocrisia da esquerda?
No discurso de proteção ao trabalhador e combate à exploração.
Em Ourinhos, interior de São Paulo, fiscais encontraram 14 paraguaios em condições análogas à escravidão, produzindo até 60 mil maços por dia, vivendo em alojamento insalubre e comendo bolacha por dias.
Esse é o "resultado prático" da política que sufoca o legal e fortalece o ilegal.
O mesmo grupo político que grita contra trabalho escravo em fazenda fecha os olhos quando o modelo tributário empurra tudo para a clandestinidade.
Se o Estado cobra até 90% de imposto, não reduz contrabando, não controla fronteira, não garante segurança e ainda permite que o crime instale fábricas dentro do país, a pergunta que fica é simples: até quando o brasileiro que trabalha e paga imposto vai bancar essa festa do crime organizado enquanto é tratado como vilão?