O brasileiro já se acostumou a ver de tudo nas eleições: artista virando político, celebridade posando de salvador da pátria, partido usando rosto famoso para puxar voto.
A cada dois anos, a mesma sensação de que a política virou um grande palco, enquanto os problemas reais continuam sem solução.
Agora, mais um nome conhecido do entretenimento entra nesse jogo.
Depois de anos nos holofotes da música, turnês lotadas e sucesso nacional, o ex-guitarrista da banda Calypso reaparece não como músico, mas como candidato a deputado federal pelo Pará, pelo PDT, partido alinhado à velha esquerda trabalhista.
Por que tantos artistas entram na política?
Eles chegam com visibilidade, mas quase sempre sem histórico de gestão pública, surfando em fama e nostalgia.
O eleitor cansado de promessas vê o rosto conhecido e, muitas vezes, acaba votando pela lembrança do palco, não pelo preparo para representar milhões de brasileiros.
Isso é realmente bom para o Brasil?
A política precisa de gente séria, com ficha clara, experiência e compromisso com valores conservadores, não apenas de quem já teve sucesso em cima de um trio elétrico ou em programas de TV.
E aí vem o ponto que acende o alerta: ao registrar sua candidatura no TSE, Ximbinha declarou não possuir nenhum bem.
Nada.
Zero patrimônio oficial.
Para quem foi um dos maiores nomes da música brasileira nos anos 2000, isso não levanta dúvidas?
Onde foi parar todo esse dinheiro?
A informação oficial é apenas a declaração de ausência de bens.
Não há, no registro, explicação sobre patrimônio anterior, investimentos ou divisão após o divórcio e o fim da banda.
O dado frio é: hoje, perante a Justiça Eleitoral, ele diz não ter nada.
Como um candidato sem bens se sustenta?
Pela lei, qualquer cidadão pode se candidatar, tendo ou não patrimônio.
Mas, na prática, isso levanta questionamentos sobre transparência, origem de recursos de campanha e quem, de fato, pode estar por trás do projeto político.
Enquanto isso, a esquerda segue empurrando artistas, influenciadores e celebridades para dentro da política, transformando a eleição em show.
E o eleitor conservador olha para tudo isso e se pergunta: até quando a Câmara dos Deputados será usada como palco para mais uma carreira, em vez de ser tratada como a casa onde se decide o futuro do país?
No fim, o fato é simples e incômodo: Ximbinha, ex-Calypso, 52 anos, ensino fundamental não concluído, hoje candidato a deputado federal pelo PDT do Pará, registrou no TSE que não possui qualquer bem declarado.
E é assim, sem patrimônio oficial e com fama antiga, que mais um nome tenta entrar pela porta da frente do poder.