Por anos, muita gente viu em certos jogadores de futebol exemplos para a juventude, rostos de campanhas bonitinhas contra violência, respeito à família e tudo mais.
A mesma mídia que vive endeusando celebridade e passando pano para artista engajado adora vender a imagem de “herói” dentro de campo, como se isso garantisse caráter fora dele.
De novo aparece o mesmo roteiro: fama, dinheiro, tapinha nas costas, entrevistas cheias de frases prontas e, quando a porta de casa fecha, a realidade é bem diferente.
Quantos casos assim ainda vão surgir até alguém admitir que o problema é mais profundo do que o marketing em cima de ídolo de gramado e de palco?
Quantos casos ainda vão aparecer?
A cada nova denúncia, fica claro que a blindagem da fama ajuda a minimizar atitudes que, em qualquer cidadão comum, seriam tratadas com muito mais rigor e indignação pública.
Segundo o boletim de ocorrência, a companheira do ex-jogador Jadson, ex-Corinthians e Athletico, chamou a polícia após ser agarrada pelo pescoço durante uma discussão, relatando tentativa de enforcamento com as duas mãos e dizendo que não foi a primeira vez.
A polícia constatou marcas no pescoço, ele foi levado à Central de Flagrantes e indiciado por lesão corporal e injúria em contexto de violência doméstica.
Por que a frase dele chocou tanto?
A defesa correu para pedir liberdade provisória, alegando que ele é réu primário, com vínculos na região, e a Justiça já concedeu que responda em liberdade.
O processo está em segredo de justiça, com pedido de discrição.
Enquanto isso, fica a sensação de sempre: quando é famoso, a conversa muda, o tom suaviza e a sociedade é empurrada a engolir mais um caso tratado como se fosse apenas “mais um problema de casal”.
Até quando isso será normalizado?