Quem olha hoje para a política externa brasileira tem a sensação de déjà vu: o governo petista usando toda a máquina do Estado para proteger a própria narrativa, enquanto o cidadão comum segue esquecido.
Agora, nem a diplomacia escapa dessa blindagem em torno de Lula e do STF.
Enquanto a Argentina tenta se reerguer com um governo liberal que enfrenta o sistema, o Itamaraty parece mais preocupado em controlar o que o presidente Javier Milei fala sobre Lula do que em defender com firmeza os interesses do Brasil.
Até quando a esquerda vai tratar qualquer crítica a Lula como “agressão”?
Por que Milei incomoda tanto Lula?
Porque ele expõe, sem rodeios, o passado de condenações, a proximidade com o Foro de São Paulo e a velha política que a esquerda tenta maquiar.
Milei fala o que milhões de brasileiros pensam e não podem dizer sem risco de perseguição.
Quem está sendo realmente protegido aqui?
O próprio chanceler Mauro Vieira admitiu que as falas de Milei atingem “instituições brasileiras” e o Supremo, tratado como intocável, mesmo depois de decisões polêmicas que anularam condenações e mudaram o rumo da política nacional.
Quem decide o que é agressão?
Na prática, o governo Lula.
Quando a esquerda ataca Milei, Bolsonaro, conservadores e cristãos, é “liberdade de expressão”.
Quando Milei chama Lula de presidiário, corrupto ou questiona o STF, vira “crise diplomática” e motivo para rebaixar relações entre Brasil e Argentina.
Por que o Brasil exige silêncio argentino?
Segundo Vieira, para “normalizar” a relação bilateral.
Ou seja, a mensagem é clara: só haverá clima bom se ninguém tocar nas contradições de Lula e na atuação do STF.
Crítica à esquerda virou problema de Estado.
No fim, o fato central é simples e preocupante: o chanceler brasileiro foi à imprensa argentina cobrar que Milei pare de “agredir” Lula para que as relações voltem ao normal.
Em vez de aceitar o debate duro de ideias entre um presidente de direita e um líder de esquerda, o governo prefere usar a diplomacia como escudo político.
E o brasileiro, mais uma vez, assiste à cena se perguntando quem, afinal, representa o país e quem só está lá para proteger a imagem de Lula.