Há anos a gente vê a mesma cena: artista de esquerda posa de iluminada, fala em amor, respeito, direitos das mulheres, mas basta alguém discordar para a militância virar uma máquina de ódio.
Com Xuxa não é diferente.
A rainha dos baixinhos virou, para muitos, a rainha da lacração, blindada por uma legião de fãs que não aceitam o mínimo questionamento.
Enquanto o discurso é bonito no palco, na prática quem pensa diferente vira alvo.
Foi o que aconteceu com Mara Maravilha, que ousou criticar a estrela queridinha do progressismo e imediatamente sentiu o peso da patrulha ideológica travestida de fã-clube.
Por que tanta intolerância com opinião?
A reação mostra como parte desse público não suporta ser contrariado.
Em vez de responder com argumentos, parte dos fãs preferiu partir para a baixaria e a intimidação.
Onde fica o tal respeito pregado?
Quando a crítica atinge um ícone da esquerda pop, o respeito some e entra em cena a cultura do cancelamento e da perseguição.
Segundo a assessoria de Mara, depois das críticas à série de shows O Último Voo da Nave, o número de telefone da artista foi vazado na internet sem autorização.
A partir daí, começou uma onda de perseguição, importunação e ameaças pelo contato privado da cantora.
A situação foi tão grave que a equipe precisou ir à polícia para identificar os responsáveis e já anunciou que tomará todas as medidas judiciais cabíveis para proteger a integridade da artista.
Isso é liberdade ou intimidação política?
É assim que a esquerda cultural tenta controlar o debate.
A segurança de Mara teve de ser reforçada para que ela consiga cumprir sua agenda, mesmo diante de “desconfortos insustentáveis”.
Tudo porque mexeu com a imagem de uma figura tratada como intocável.
Se fazem isso com uma artista conhecida, o que não fariam com um cidadão comum que ouse discordar desse ídolo progressista?