No Brasil que prende empresário de direita por opinião, tem um tipo de bilionário que nunca some do mapa: o que cresceu colado em governo de esquerda, surfou em BNDES e virou símbolo de delação premiada conveniente.
Enquanto o cidadão comum aperta o cinto, esse grupo segue ampliando império mundo afora, como se nada tivesse acontecido.
Por que sempre os mesmos crescem?
A resposta está no histórico.
A JBS, ligada a Joesley Batista, virou gigante em plena era de governos petistas, com apoio pesado de dinheiro público.
Depois vieram delações, gravações, escândalos e promessas de que "agora vai mudar".
Mudou mesmo?
Quem fiscaliza essa expansão bilionária?
Hoje a empresa anuncia parceria com o fundo soberano da Indonésia e um plano que pode chegar a 5 bilhões de dólares em investimentos na Ásia e Oceania, incluindo Indonésia, Austrália e Nova Zelândia.
É dinheiro suficiente para comprar ativos, erguer projetos do zero e consolidar presença em mercados estratégicos do outro lado do mundo.
Onde está a cobrança moral?
Enquanto isso, aqui dentro, a memória sobre o passado explosivo de Joesley vai sendo empurrada para debaixo do tapete.
A operação prevê compra de 25 por cento das operações da JBS na Austrália e Nova Zelândia por 2,5 bilhões de dólares, mais outros 2,5 bilhões em empréstimos internacionais.
Tudo muito bem estruturado, com lock-up de cinco anos e até intenção de IPO lá fora.
Por que a esquerda não critica isso?
Não há manchetes indignadas, não há STF em cima, não há CPI midiática.
Só aplausos discretos ao "sucesso" empresarial.
No fim, o recado é claro: quem esteve do lado certo da velha política pode se internacionalizar em paz.
O brasileiro paga a conta, assiste de longe e ainda é chamado de "radical" se ousar questionar essa blindagem seletiva.