Todo brasileiro já percebeu o padrão: quando é empresário ligado à esquerda, com histórico de dinheiro público e proximidade com governos petistas, o sistema sempre dá um jeito de abrir a porta de saída.
Prisão rápida, manchete por alguns meses, depois silêncio, esquecimento e tapete vermelho de novo.
Com os irmãos Batista não foi diferente.
Bilhões em empréstimos do BNDES, delação premiada, confissão de subornos a políticos de todos os lados, inclusive três presidentes, multa parcelada em décadas e, no fim, nada de castigo real.
Enquanto isso, quantos conservadores foram destruídos por muito menos?
Por que delator bilionário sai por cima?
A empresa pagou a conta no longo prazo, eles voltaram ao comando e ainda ficaram mais ricos.
Hoje, a JBS é gigante global, listada em Nova York, com cada irmão acumulando bilhões de dólares.
Foram acusados de usar informação privilegiada, absolvidos depois.
Tiveram restrição para atuar na empresa, liberada na pandemia porque, adivinhe, eram “importantes demais” para serem afastados.
Como bilionários viram quase diplomatas?
Com dinheiro e influência.
A JBS doa milhões nos Estados Unidos, participa de comitê de posse de presidente, abre capital em Wall Street após forte lobby e, de quebra, se aproxima de governos aqui e lá fora.
E onde entra a política brasileira nisso tudo?
Hoje, os irmãos Batista aparecem sorrindo ao lado de Lula em eventos, circulam em bastidores diplomáticos, ajudam em conversas entre Trump e Lula e até em articulações envolvendo Venezuela.
Quem saiu da Lava Jato como vilão agora posa de articulador internacional.
Por que a esquerda finge que esqueceu?
Porque a narrativa muda conforme o interesse.
Quando era conveniente, a Lava Jato servia para atacar adversários.
Quando atingiu aliados, virou “exagero”, “perseguição” e “abuso”.
No fim, quem tinha bilhões e conexões foi se reerguendo em silêncio.
Enquanto empresários conservadores são demonizados por qualquer reunião política, os donos da JBS, com histórico de delação, propina, BNDES e escândalos trabalhistas e ambientais, voltam aos holofotes como se nada tivesse acontecido.
Até quando o brasileiro vai aceitar que, para alguns, não importa o tamanho do escândalo, sempre haverá uma porta lateral aberta pelo próprio sistema?