Durante anos, a elite financeira brasileira fingiu não ver quem era Lula.
Bancos, gestores, celebridades de esquerda e colunistas progressistas trataram o velho líder do PT como “salvador da democracia”, ignorando seu histórico de parceria com Fidel Castro e de hostilidade aberta ao capitalismo.
Preferiram acreditar na maquiagem de campanha, nos jantares chiques e nos discursos moderados para inglês ver.
Agora, o roteiro previsível se repete.
Em ato do MTST, Lula voltou ao velho discurso de sempre, colocando “ricos contra pobres” e “mercado contra povo”.
Atacou quem decide taxa de juros, atacou quem cobra responsabilidade fiscal e ainda acusou a Faria Lima de ter “aprisionado” o Estado brasileiro.
Para completar, sugeriu que “o banco” prefere ver dinheiro público rendendo para si mesmo do que financiando escola para filho de pobre.
Por que Lula ataca o mercado?
Quem ajudou a recolocar Lula lá em 2022 achou que um arcabouço fiscal, alguns acenos ao “centro” e um brinde em evento de banco seriam suficientes para domesticar décadas de militância de esquerda radical.
Ignoraram que o mesmo Lula que hoje posa de defensor dos pobres é o que, nos anos 1990, ajudou a fundar uma organização continental para “resgatar na América Latina” o que o comunismo perdeu no Leste Europeu.
A Faria Lima acreditou que controlaria o projeto petista.
Agora, leva a bicada dos corvos que ela mesma alimentou com dinheiro, apoio midiático e silêncio cúmplice.
A Faria Lima foi enganada mesmo?
O histórico de Lula, do PT e da esquerda sempre foi claro.
O que houve foi escolha consciente de ignorar os fatos em nome de uma narrativa anti-Bolsonaro.
Enquanto isso, o brasileiro comum assiste, cansado, ao mesmo filme: esquerda atacando o mercado, culpando “os ricos” e posando de vítima, enquanto a conta da aventura ideológica cai no colo de quem trabalha e paga imposto.
A pergunta que fica é simples: até quando a elite econômica vai fingir surpresa com o comunista que nunca deixou de ser comunista?