Durante anos, a Globo posou de dona da verdade, atacando quem não se curva ao seu roteiro "politicamente correto" e alinhado à esquerda.
Quando o alvo é artista conservador, sertanejo, ligado ao público do interior, a metralhadora moralista da emissora dispara sem dó.
Mas quando a Justiça fala o contrário, o pedido de desculpas some, o silêncio reina e a narrativa segue intacta.
Foi exatamente isso que aconteceu com Gusttavo Lima.
Em 2022, o Fantástico dedicou duas semanas seguidas a reportagens pesadas, acusando o cantor de lavagem de dinheiro.
Depois, a Justiça inocentou Gusttavo.
E a Globo, que adorou expor o sertanejo em horário nobre, teve a mesma disposição para reconhecer o erro?
Globo pediu desculpas publicamente?
Não.
Até hoje não houve retratação clara, no mesmo tom e espaço das acusações.
Cansado de ser tratado como culpado mesmo após ser inocentado, Gusttavo anunciou que cortaria relações com a emissora.
E cumpriu.
Agora, vem a Festa do Peão de Barretos, o maior rodeio do país, com show de Gusttavo Lima transmitido ao vivo na Globo entre 23h e 1h.
Globo fez acordo direto com Gusttavo?
Não.
Segundo o próprio cantor contou a amigos, o acerto é entre o festival e a emissora, não com ele.
Ou seja, a Globo precisa da audiência de Gusttavo, mas o perdão não veio.
A mágoa continua.
Ele nem sabe se dará entrevista para a emissora em Barretos.
E o público percebe a incoerência: quando é para acusar, a Globo corre; quando é para reconhecer que errou com um artista querido pelo Brasil conservador, some.
Por que Gusttavo ainda está magoado?
Porque foi exposto nacionalmente, inocentado depois, e nunca recebeu o mesmo espaço para limpar sua imagem.
Agora, a grande dúvida é simples: a Globo terá coragem de se desculpar ao vivo?
Ou vai fingir que nada aconteceu, enquanto usa a popularidade de Gusttavo Lima para tentar recuperar a audiência que perdeu justamente com esse Brasil que ela tanto despreza?