Todo mundo já percebeu como virou moda no Brasil calar quem tenta contar sua versão, principalmente quando o assunto interessa à militância e à narrativa oficial.
A tal “proteção” virou palavra mágica para justificar qualquer tipo de mordaça, enquanto artistas de esquerda, políticos aliados e militantes podem falar o que quiserem, atacar quem quiserem, sem nunca ver algema.
Por que só alguns são calados?
Quando a fala incomoda o discurso dominante, a máquina se mexe rápido, com decisão em plantão, multa alta, censura prévia e até prisão preventiva.
Onde está a liberdade de expressão?
Em vez de permitir o debate, a justiça impede até que o público veja a entrevista e tire suas próprias conclusões.
Agora, o ex-marido de Maria da Penha, Marco Antônio Heredia Viveros, foi preso preventivamente em Natal depois de conceder uma entrevista sobre o caso que marcou a criação da Lei Maria da Penha.
Desde 2024 ele estava proibido de falar sobre o processo ou citar o nome e a imagem das vítimas, e a simples divulgação de chamadas de TV e trechos da entrevista em redes sociais foi considerada descumprimento de medida protetiva.
Resultado: prisão decretada em plantão, censura total à reportagem, ordem para retirar todo o conteúdo do ar, preservar arquivos e ainda multa diária de 100 mil reais para quem ousar desobedecer.
Tudo em nome da “proteção”, mas com um recado claro: quando a versão não interessa ao sistema, o caminho é silenciar, não discutir.