Todo ano o Dia dos Pais deveria ser momento de silêncio, reflexão e gratidão.
Mas, no Brasil de hoje, até data de família vira palco de disputa política.
Em vez de falar de responsabilidade, valores e exemplo dentro de casa, o governo prefere transformar tudo em propaganda de projeto de poder.
Lula apareceu nas redes sociais falando em “defender a família” e “tempo com os filhos”.
Bonito no discurso, perfeito para postagem emotiva.
Mas, por trás das frases prontas, vem a velha fórmula: usar sentimento legítimo do povo para empurrar mais uma mudança trabalhista feita no calor da política, com olho nas eleições e nos aliados de sempre.
Quem ganha com essa mudança agora?
Enquanto o brasileiro luta para não perder o emprego e pagar as contas, o Planalto pressiona o Senado a votar uma PEC que muda a escala 6x1, já aprovada na Câmara, justamente em período sensível, às vésperas das eleições.
Coincidência?
Ou mais um uso calculado da máquina pública para produzir manchete “bonita” e capital político?
Por que usar o Dia dos Pais assim?
Lula fala em “dois dias de descanso” como se fosse simples apertar um botão e nada mais mudasse.
Não fala de custo para pequenos negócios, de risco para empregos, nem de quem vai pagar a conta.
A esquerda, que sempre atacou valores conservadores de família, agora posa de grande defensora do lar, desde que isso ajude a aprovar sua pauta.
Isso é defesa da família ou uso da família como escudo político?
É uso político, porque o foco está na pressão sobre o Senado e no calendário eleitoral, não em um debate amplo, técnico e responsável com toda a sociedade.
No fim, o recado é claro: até o Dia dos Pais vira ferramenta de pressão sobre Davi Alcolumbre e o Senado, para encaixar a PEC no esforço concentrado antes das urnas.
O brasileiro está cansado de ver a família virar desculpa para mais uma jogada de bastidor.