Todo ano eleitoral é a mesma novela: a velha política arma palco, combina ataque, transforma debate em circo e depois posa de defensora da democracia.
PT, PSD e seus satélites fazem o show, a mídia aplaude, e o eleitor que se vire para engolir mais um teatro ensaiado.
Quando alguém de fora desse conchavo começa a liderar pesquisa, o clima muda.
De repente, o que era “debate democrático” vira arena de rinha, com alvo certo e roteiro pronto.
Quem não aceita entrar nesse script é logo acusado de fugir, enquanto os mesmos de sempre seguem blindados.
Por que tanto medo de confronto limpo?
Porque confronto limpo quebra narrativa.
Sem gritaria e ataque combinado, sobra espaço para falar de corrupção, aparelhamento, STF ativista, destruição econômica da esquerda e promessas nunca cumpridas.
E isso a velha guarda não quer encarar.
Qual o truque do calendário eleitoral?
Moro e Paes citam o calendário da Justiça Eleitoral para justificar a ausência antes de 16 de agosto, mas o contexto mostra usos bem diferentes dessa mesma desculpa.
Enquanto Sergio Moro, hoje no PL, escancara que há um jogo combinado entre PT e PSD para transformá-lo em alvo único no Paraná, Eduardo Paes, no Rio, simplesmente recua por orientação jurídica, fugindo do primeiro grande confronto com adversários de direita e de esquerda.
Por que só um lado é cobrado?
Porque quando é alguém ligado à direita, a imprensa grita “medo de debate”.
Quando é figurão da velha política, como Paes, vira “decisão jurídica responsável”.
Dois pesos, duas medidas, a mesma hipocrisia de sempre.
No Paraná, Moro lidera com folga e decide não legitimar o que chama de rinha armada entre PT e PSD.
No Rio, Paes some do palco antes mesmo da largada oficial.
No fim, fica a pergunta que o brasileiro conservador já cansou de repetir: até quando vão usar a palavra democracia para encobrir jogo sujo e combinado contra quem não se ajoelha ao sistema?