Todo mundo lembra do discurso bonito da esquerda sobre família, afeto, direitos humanos e respeito às datas especiais.
Falam em amor, em união, em pacificação do país.
Mas, na prática, quando o alvo é Jair Bolsonaro, parece que qualquer limite pode ser atropelado sem o menor constrangimento.
Enquanto Lula desfila blindado, cercado de aliados e paparicado por artistas de esquerda, o ex-presidente vive uma prisão domiciliar cada vez mais parecida com isolamento político e afetivo.
A narrativa de “defesa da democracia” virou passe livre para decisões que atingem até o básico: o direito de um pai ver os filhos no Dia dos Pais.
Por que só Bolsonaro é tratado assim?
Porque o inquérito nas mãos de Moraes virou um instrumento elástico, onde tudo pode ser enquadrado como descumprimento de medida cautelar quando se trata da direita.
A divulgação de uma carta virou justificativa para punir não só Bolsonaro, mas também seus filhos, como se a família inteira fosse culpada por se manter unida.
Onde está o tal humanitarismo agora?
Fica de lado.
A defesa pediu uma autorização excepcional, com caráter estritamente humanitário e familiar, apenas para que os filhos pudessem abraçar o pai em uma data simbólica.
Mesmo assim, Moraes manteve a proibição: Flávio impedido por 90 dias, Carlos e Jair Renan por 30 dias, e visitas familiares suspensas.
Isso é tratamento igualitário entre políticos?
Quando é gente ligada à esquerda, o discurso é de garantias, de direitos, de respeito à intimidade.
Quando é Bolsonaro, a régua muda.
A mesma turma que fala em “ódio” e “intolerância” aplaude em silêncio um pai impedido de ver os filhos.
Diante desse cenário, a homenagem de Michelle Bolsonaro nas redes sociais ganha outro peso.
Sem poder estar ao lado do marido, ela recorre à internet para marcar o Dia dos Pais, citando o próprio pai e o padrasto, e pedindo proteção de Deus.
É o gesto simples de uma família que, mesmo acuada, se recusa a abandonar quem está sendo alvo de um cerco cada vez mais político.
Até quando o Brasil vai aceitar que a justiça seja usada com dois pesos e duas medidas, punindo a direita até dentro de casa, enquanto a esquerda segue posando de vítima e defensora da democracia?