Todo mundo já entendeu o roteiro: quando chega a hora do confronto de ideias, a turma ligada à velha política some, desmarca, inventa desculpa de última hora.
Com Eduardo Paes não foi diferente.
O ex-prefeito do Rio, que adora posar de gestor moderno e democrata, confirmou presença no primeiro grande debate para o governo do RJ na Band e, na véspera, simplesmente avisou que não iria mais.
Sem explicação clara, sem respeito com quem ia acompanhar, sem consideração com o eleitor fluminense.
Por que Paes fugiu do debate?
Ou seja, recuou justamente na hora do confronto público.
Quem perde com essa desistência?
Quem perde é o eleitor, que deixa de ver o confronto direto de propostas e a cobrança sobre o histórico de cada pré-candidato.
Enquanto isso, em outro Estado, Sergio Moro também não foi ao debate no Paraná, mas deixou claro o motivo: denunciou um possível jogo combinado entre PT e PSD para atacá-lo.
Pelo menos expôs o tabuleiro.
Por que Paes não explicou melhor?
Até aqui, só se sabe que ele avisou em cima da hora.
A Band classificou a atitude como desrespeito ao direito do eleitor à informação.
É esse o “novo jeito” de fazer política que a esquerda e seus aliados vendem?
Afinal, o que Paes queria evitar?
Evitar exatamente o que o eleitor mais quer ver: confronto democrático, cobrança sobre passado de gestão e promessas para o futuro do Rio de Janeiro.
No fim, fica a sensação de sempre: quando o palco é controlado, eles aparecem sorrindo.
Quando o microfone é aberto e o povo pode comparar, a cadeira fica vazia.