Há anos a esquerda vende a imagem de Erika Hilton como símbolo perfeito do “novo jeito” de fazer política, sempre cercada de holofotes, entrevistas e campanhas emocionadas nas redes sociais.
Enquanto isso, o brasileiro comum segue atolado em impostos, reforma tributária confusa e promessas de justiça social que nunca chegam na vida real.
Agora, em pleno ano eleitoral, um detalhe incômodo escapa da bolha progressista: a crítica não veio da direita, não veio de “bolsonarista radical”, veio de dentro do próprio PSOL, de quem trabalhou diretamente com ela na Câmara.
Por que isso incomoda tanto?
Porque desmonta a narrativa de que basta lacrar na internet para ser grande parlamentar.
Segundo o economista David Deccache, ex-assessor da bancada do PSOL, durante a segunda fase da reforma tributária ele era o responsável pela pauta e simplesmente não discutiu o tema com a então líder Erika Hilton.
Nenhuma palavra.
Nenhuma conversa técnica.
Nada.
Enquanto o país era redesenhado nos bastidores, a liderança, segundo ele, demonstrava “total descaso” e se comportava como “uma verdadeira diva pop”, inacessível.
Quem realmente comandava a liderança?
Outros parlamentares acabaram assumindo tarefas que deveriam ser dela, de acordo com o ex-assessor.
A crítica vai além: na votação que reduziu o alcance do abono salarial, benefício justamente para quem a esquerda diz defender, Deccache afirma que Erika “não fez absolutamente nada” para tentar reverter.
Onde estava toda a indignação social que aparece nos discursos e nas redes?
Por que a esquerda silencia agora?
Ao mesmo tempo, a declaração de patrimônio baixíssimo, contrastando com bolsas de até 25 mil reais e roupas de grife, já vinha gerando desconfiança nas redes.
A resposta dela foi apelar para o vitimismo, dizendo que não enriquece porque ajuda a família e tem “bom gosto pra se vestir”.
No fim, fica a pergunta que muitos conservadores repetem: até quando o Brasil vai aceitar político de esquerda que brilha como influencer, posa de vítima, fala em nome dos pobres, mas é acusado até por ex-assessor de ser péssimo como parlamentar justamente onde mais importa, nos bastidores do Congresso?