Quem acompanha a política brasileira já se acostumou com o discurso bonitinho da esquerda: fala de “liderança comunitária”, “luta por moradia” e “defesa dos mais pobres”.
Mas, quando a luz acende e os fatos aparecem, a história costuma ser bem diferente do que o marketing petista vende.
No debate da Band, Tarcísio de Freitas não deixou barato e trouxe à memória um episódio que o PT preferia enterrar: o palanque de Lula e Fernando Haddad na Favela do Moinho, em junho do ano passado, em São Paulo.
Ali, em meio a ministros, presidente da Caixa e toda a pompa oficial, uma suposta “liderança comunitária” foi chamada ao palco, exaltada como exemplo de luta.
Quem era essa “liderança” que Lula cumprimentou com orgulho?
Quem subiu ao palco com Lula?
Era Alessandra Moja, apresentada como liderança do Moinho, mas apontada pelo Ministério Público como peça importante do esquema do PCC na região, irmã de Leonardo Moja, o Leo do Moinho, chefe do tráfico no centro de São Paulo.
Por que isso revolta tanta gente?
Porque o cidadão comum vê político de direita ser massacrado por muito menos, enquanto um palanque oficial com Lula, Haddad e ministros abriga alguém que, depois, seria presa por envolvimento com o crime organizado.
Segundo o MP, Alessandra ajudava o irmão, repassava informações da favela e recebia ordens de dentro da prisão.
Mesmo assim, foi chamada ao palco como “mulher de orgulho para o Moinho”, ao lado de outras três, sob aplausos e com direito a foto com Haddad.
Onde está a coerência da esquerda?
Se fosse um aliado conservador na mesma situação, quantos pedidos de prisão, manchetes e decisões relâmpago já teriam caído?
Tarcísio apenas lembrou o que a militância tenta esconder: não foi um deslize qualquer.
Foi um palanque institucional, com Lula, Haddad, ministros e Caixa, onde uma denunciada por envolvimento com o tráfico foi tratada como heroína comunitária.
E aí, quem vai explicar isso ao povo?