Quem acompanha a política brasileira já percebeu que a blindagem em torno da família Lula sempre foi tratada como assunto sagrado pela esquerda.
Quando é contra adversário de direita, qualquer denúncia vira espetáculo, manchete, coletiva, CPI.
Mas quando o alvo se aproxima do clã petista, o discurso muda, a conversa fica mansa e a palavra de ordem é abafar.
Agora, em pleno ano eleitoral, o próprio coração do governo começa a sentir o baque.
O ministro da Justiça de Lula, Wellington César Lima e Silva, indicado e bancado por Jaques Wagner, virou alvo de fritura dentro do PT.
E não é por acaso.
Por que o PT está tão nervoso?
A operação custou a Wagner a liderança no Senado e expôs a fragilidade de um governo que se dizia defensor das instituições, mas surta quando a PF chega perto dos seus.
O que mudou na postura da PF?
Setores da própria PF consideram o ministro "meio mole" na defesa da corporação, enquanto o PT reclama do "excesso" de rigor quando o alvo não é bolsonarista, mas gente da cozinha do governo.
Ou seja, quando a PF investiga a direita, é "justiça"; quando chega em Lulinha e Jaques Wagner, vira "perseguição".
Por que isso incomoda tanto o governo?
Porque Jaques Wagner foi fiador de Wellington em vários cargos estratégicos e símbolo da velha guarda petista.
Ver a PF batendo à porta desse grupo, em ano de eleição, desmonta a narrativa de que só a direita tem problemas com a Justiça.
Até quando essa seletividade?
A sensação é clara: quando o cerco chega perto de Lulinha, o sistema inteiro treme.
No fim, a pergunta que fica é simples: se até com toda a máquina na mão o PT já está em pânico com a PF chegando perto da família Lula, o que mais ainda não veio à tona?