A esquerda passou anos tentando transformar Jair Bolsonaro em palavrão político, algo que ninguém poderia sequer citar em público sem pedir desculpas depois.
Em todo debate, o roteiro é o mesmo: petista tenta colar em qualquer adversário a ideia de que ter caminhado com Bolsonaro é motivo de vergonha.
Mas, desta vez, em São Paulo, o script não saiu como o PT esperava.
Por que Haddad atacou Bolsonaro novamente?
No primeiro debate da eleição paulista, Fernando Haddad repetiu a velha cartilha: em vez de discutir gestão, obras e resultados, puxou o assunto para o governo Bolsonaro e tentou responsabilizá lo por tudo que, segundo o PT, teria prejudicado o Estado.
Quando ouviu a resposta, veio a provocação direta: perguntou se Tarcísio tinha "vergonha" de Bolsonaro.
Quem tem medo da gratidão política?
Quando um governador forte como Tarcísio reafirma essa ligação, o discurso petista desmorona.
Tarcísio não recuou, não gaguejou e não tentou se descolar de quem o colocou na vitrine nacional.
Pelo contrário.
Lembrou que Bolsonaro foi quem "abriu as portas", tirou um técnico dos bastidores e o transformou em ministro da Infraestrutura, com uma equipe técnica em vez de loteamento partidário.
E resumiu tudo em uma frase que atinge em cheio a hipocrisia da velha política: "gratidão não se prescreve".
Por que isso irrita tanto a esquerda?
Porque o PT está acostumado a ver aliados abandonando líderes ao sabor das conveniências.
Quando alguém mantém lealdade mesmo sob pressão midiática e política, mostra que ainda existe um tipo de política que não se vende.
No fim, Tarcísio ainda mandou um abraço público a Bolsonaro, em rede nacional, justamente no momento em que a militância tenta apagar o legado do ex presidente.
Enquanto a esquerda insiste em reescrever a história, um governador de São Paulo deixa claro que não tem vergonha de reconhecer de onde veio.
E isso, para quem vive de narrativa, dói muito mais do que qualquer ataque direto.