De novo, quando o assunto é qualquer coisa ligada a Bolsonaro, o sistema inteiro desperta.
Quando é petista usando estrela, vermelho, apelido de guerra ou nome de movimento social na urna, ninguém vê problema.
Mas basta alguém assumir publicamente o alinhamento com a direita que começa a caça aos detalhes.
Agora o alvo é a deputada estadual Fabiana de Lima Barroso Souza, do PL de São Paulo, conhecida politicamente como Fabiana Bolsonaro.
O Ministério Público Eleitoral pediu ao TRE-SP que impeça a parlamentar de usar o nome de urna que já a identifica com o eleitorado conservador desde 2022.
Por que só o nome Bolsonaro incomoda?
O próprio MP admite que o ponto central é a possível "confusão" do eleitor por imaginar algum parentesco com Bolsonaro.
Quem decide o voto do eleitor?
O MP alega que o uso do sobrenome poderia causar migração de votos e desequilíbrio na disputa.
Ou seja, o problema não é o crime, não é corrupção, não é desvio de dinheiro público.
O problema é o eleitor simpatizar com o nome Bolsonaro na urna.
Por que só a direita é barrada?
Tudo em cima de uma deputada que já vinha sendo atacada por ter enfrentado a pauta identitária da esquerda na Alesp, em embate direto com Erika Hilton.
Isso é defesa da democracia?
Na prática, o recado é claro: qualquer ligação com Bolsonaro precisa ser apagada, enfraquecida ou criminalizada antes de 2026. O eleitor pode escolher qualquer coisa, desde que não seja lembrado do nome que a esquerda e o sistema querem riscar da política brasileira.