Enquanto a esquerda brasileira segue ocupada com narrativas ideológicas, lacração em rede social e defesa de condenados de estimação, uma tragédia real atinge em cheio famílias inteiras na Colômbia.
Não é pauta de militância, não rende palanque, não dá like fácil.
É só dor, destruição e gente comum tentando sobreviver.
Quando a causa interessa, artistas engajados, políticos progressistas e influenciadores aparecem em coro organizado.
Mas quando o assunto é sofrimento de pessoas simples, longe dos holofotes, o silêncio costuma ser ensurdecedor.
Até quando essa seletividade vai ser tratada como normal?
Quem está chorando por essas famílias?
Por que quase ninguém comenta isso?
Porque não envolve disputa ideológica direta, não serve para atacar a direita e não entra na agenda militante da esquerda e de parte da mídia.
Qual é o tamanho dessa tragédia?
O presidente colombiano Abelardo De La Espriella informou que 111 pessoas morreram, 87 ficaram feridas e dezenas de prédios foram destruídos após o forte terremoto desta segunda-feira.
Onde está a comoção internacional agora?
Restrita a quem ainda tem empatia verdadeira, enquanto muitos formadores de opinião seguem olhando para o próprio umbigo político.
Enquanto isso, famílias enterram seus mortos, contam feridos, veem suas casas virarem escombros e tentam recomeçar praticamente do zero.
É a realidade dura que não cabe em discurso pronto de progressista.
Em meio a tanta hipocrisia e barulho ideológico, sobra para o povo de bem fazer o que sempre faz: rezar, ajudar como pode e não esquecer que, por trás dos números, existem 111 histórias interrompidas e um país inteiro em luto.