Quem ainda acreditava em neutralidade de partido do centrão está revendo seus conceitos hoje.
Enquanto a esquerda posa de democrática e o STF segue blindando Lula, nos bastidores o velho jogo de sempre continua: acordos regionais, cargos, alianças e promessas para manter o mesmo grupo no poder.
O Republicanos anunciou que ficaria neutro na disputa presidencial.
Quantos conservadores respiraram aliviados achando que, pelo menos, não estariam ajudando o PT?
Por que o Republicanos fala em neutralidade?
A sigla tenta manter aparência de independência em nível nacional, enquanto libera seus caciques regionais para se alinharem com o PT onde for conveniente.
É o famoso jogo duplo que tanto revolta o eleitor de direita.
Como isso afeta a direita hoje?
Enfraquece palanques conservadores nos estados, isola nomes ligados ao bolsonarismo e fortalece a narrativa de que Lula é "consenso" entre as elites políticas, mesmo depois de tudo que o país já viu.
Na Paraíba, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, não esperou muito.
Mesmo com o partido oficialmente neutro, ele decidiu declarar apoio à reeleição de Lula, dizendo que é "o melhor para o país".
O mesmo Lula condenado, depois solto e reabilitado pelo STF, agora tratado como solução por mais um nome do centrão.
Por que Hugo Motta decidiu apoiar Lula?
Ou seja, o terreno já estava preparado para o palanque lulista.
O mais irônico é ver o PT escolhendo a dedo quem vai receber apoio direto de Lula para o Senado, enquanto mantém "relação de respeito" com Nabor, pai de Hugo Motta.
Respeito não falta.
Coerência com o que prometeram ao país, essa sim continua em falta.
No fim, o recado é claro: enquanto a direita enfrenta perseguição, inquéritos e cancelamento, a esquerda segue ampliando espaço com a ajuda de partidos que dizem ser neutros, mas na hora decisiva correm para os braços de Lula.