Todo mundo já decorou o discurso pronto: “não é não”, “meu corpo, minhas regras”, “todo assédio precisa ser denunciado”.
Mas, na prática, será que essa regra vale para todos os lados ou só quando encaixa na narrativa da militância progressista?
Quando o agressor é homem, a máquina de lacração entra em modo histeria, hashtags brotam, artistas gravam vídeos chorando e a esquerda posa de guardiã da moral.
Mas basta mudar um detalhe no roteiro e o silêncio começa a incomodar.
Por que esse caso é tão incômodo?
Quem assediou a atriz indiana Nikita Rawal foi uma mulher.
Em pleno tapete vermelho, diante das câmeras, a fã primeiro finge carinho, depois segura a atriz, força o rosto dela e tasca um beijo na boca, sem qualquer consentimento.
Nikita tenta se afastar, leva a mão à boca, visivelmente constrangida, e ainda é novamente beijada no rosto.
Onde está a militância agora?
Quem defende o quê exatamente?
Essa situação escancara a hipocrisia de parte do movimento que só enxerga vítima quando há homem para demonizar.
Nas redes, muita gente precisou lembrar o óbvio: assédio é assédio, vindo de quem vier.
Quem define o que é assédio?
A lei e o bom senso definem que o limite é o consentimento, não o gênero de quem agride.
Se fosse um homem agarrando uma atriz daquele jeito, o mundo estaria em chamas.
Como foi uma mulher, a gritaria diminui e começa a relativização.
Por que a esquerda se cala?
Quando a realidade mostra que qualquer um pode passar dos limites, a narrativa desaba.
No fim, o episódio com Nikita Rawal expõe algo que muita gente já percebeu: não falta lei, falta coerência.
E o público conservador, cansado dessa seletividade ideológica, olha para a cena e pergunta: até quando vão usar assédio como ferramenta política, e não como crime que precisa ser condenado sempre, sem exceção?