Quem acompanha a política brasileira já percebeu que a fronteira entre os Poderes anda cada vez mais borrada.
O que antes era feito às claras, no plenário, hoje parece migrar para jantares discretos, salas fechadas e conversas que o público só descobre depois, pela imprensa.
Enquanto a esquerda repete o discurso de “defesa da democracia” e de “respeito às instituições”, o brasileiro comum olha para Brasília e se pergunta onde ficou a tal separação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
Até quando o STF vai se meter em tudo?
Por que esse encontro preocupa tanto?
Porque mostra ministro do STF atuando como mediador político, aproximando Lula e Davi Alcolumbre para tratar de acordos, votações e sucessões no Congresso, longe do olhar da população.
O que realmente estava em jogo?
Segundo o que foi revelado, o clima era de acerto de contas após a derrota do governo na indicação de Jorge Messias ao STF e de costura para a próxima legislatura, incluindo quem comandará Câmara e Senado em 2027.
Por que a direita reage indignada?
Quando isso acontece, a imparcialidade do Judiciário e a própria democracia ficam sob suspeita.
Isso seria aceito com alguém da direita?
Se fosse um presidente de direita jantando com chefes de Poder na casa de um ministro, a narrativa seria de “ameaça às instituições” e “golpe”.
Com Lula, porém, o silêncio e a blindagem falam alto.
O que Davi Alcolumbre escondeu ao dizer apenas “segredo” sobre o encontro?
A pergunta que fica para o brasileiro conservador é simples: se está tudo tão republicano assim, por que tanta coisa importante precisa ser combinada na calada de um jantar na casa de um ministro do STF?