Há anos a esquerda posa de defensora das mulheres, do respeito e do “discurso do amor”.
Mas, na prática, o que muita gente vê é agressão, rótulo e desumanização contra qualquer mulher que não se curva à cartilha identitária.
Quando a pauta é conservadora, basta uma opinião firme para a máquina de linchamento moral entrar em ação.
Já quando o ataque vem de uma estrela da militância progressista, o silêncio costuma ser ensurdecedor.
Até quando essa seletividade vai mandar no debate público?
Quem protege as mulheres atacadas hoje?
As mulheres cis que se sentiram ofendidas pela fala da deputada agora contam com um processo no Conselho de Ética que, ao menos, reconhece a gravidade do caso.
O Conselho de Ética da Câmara aprovou a abertura de processo contra a deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, por suposta quebra de decoro.
O motivo é uma publicação na rede X, feita logo depois de ela assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
Por que isso revoltou tantas mulheres?
Porque o relatório aponta que Erika usou o termo “imbeCIS”, destacando “CIS”, como ataque direto às mulheres cisgênero, além de chamá-las de “esgoto da sociedade” e escrever que elas poderiam “espernear” e “latir”.
Para o relator, isso é misógino e desumanizador.
Isso seria aceito se fosse direitista?
Mas agora o alvo são mulheres que discordam da agenda de gênero.
Qual o próximo passo do processo?
Com a admissibilidade aprovada, Erika Hilton tem 10 dias úteis para apresentar defesa por escrito.
Depois, o Conselho vai definir o tipo de punição, que pode ir de advertência a algo mais pesado.
No fim, fica a pergunta que incomoda a militância: quando a própria presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é acusada de atacar justamente as mulheres que diz representar, quem está realmente defendendo as mulheres no Brasil?