Todo mundo lembra do discurso: agora ia ter responsabilidade fiscal, cuidado com os pobres, dinheiro para saúde, educação e obras pelo Brasil.
A esquerda voltou ao poder prometendo que sabia administrar, que o problema era sempre o governo anterior, que bastava tirar a direita para o país “voltar a crescer”.
Pois bem, o tempo passou e a conta chegou.
Enquanto o governo Lula gasta energia defendendo aliados, ampliando máquina pública e criando novos gastos, o básico começa a faltar.
E não é opinião, é dado oficial da própria Consultoria de Orçamentos do Senado: simplesmente não há dinheiro disponível para pagar tudo o que o próprio governo prometeu e empenhou.
O que está acontecendo com o dinheiro público?
O governo Lula tem hoje uma restrição de 105,5 bilhões de reais em despesas não obrigatórias.
Isso atinge diretamente áreas que a esquerda sempre usou como bandeira moral, como saúde, educação e cidades.
Ou seja, na hora da propaganda, é prioridade absoluta.
Na hora de pagar a conta, some o compromisso.
Quem vai pagar essa irresponsabilidade?
Na saúde, há 15,1 bilhões em faturas antigas, que já afetaram construção de unidades, procedimentos de média e alta complexidade e até distribuição de medicamentos.
Na educação, 13,8 bilhões travados podem significar falta de livros didáticos e atraso em escolas de educação infantil.
No Ministério das Cidades, mais de 7 bilhões comprometem obras e projetos que o governo adora inaugurar em cerimônia com faixa e discurso.
Por que sempre falta para o povo?
Mesmo anunciando liberação de 5,7 bilhões, o próprio relatório oficial admite que ainda restam 17,9 bilhões bloqueados.
O governo tenta vender a ideia de que é algo “revisável”, mas o fato concreto é que o espaço para gastar acabou, depois de tantas promessas e aumentos de despesas.
A pergunta que fica é simples: se com toda a arrecadação recorde já não conseguem pagar o que assumiram, o que mais virá pela frente?
Até quando o Brasil vai aceitar um governo que fala em defender saúde e educação, mas deixa justamente essas áreas sem dinheiro enquanto a máquina ideológica segue intocada?