Há anos o brasileiro escuta que o Judiciário é “exemplo”, “guardião da democracia” e que qualquer crítica mais dura é ataque às instituições.
Enquanto isso, cidadão comum e conservador sente na pele decisões seletivas, censura disfarçada e perseguição política travestida de moralidade.
De repente, em plena sessão on-line, um juiz aparece bebendo vinho direto da garrafa e acendendo cigarro como se estivesse na sala de casa, não em um julgamento.
E só depois do vídeo circular é que todo mundo corre para “apurar os fatos” e falar em “rigor”.
Onde estava esse rigor antes?
Por que só reagiram após repercussão?
Porque a pressão pública expôs o constrangimento e a imagem arranhada da Justiça, obrigando OAB e Tribunal a se mexerem para tentar conter a revolta.
Por que isso revolta tanto agora?
Porque o brasileiro vê militante de direita sendo punido com rapidez, enquanto um magistrado em plena sessão online aparece bebendo e fumando e ainda assim ganha direito a análise lenta e cuidadosa.
Dois pesos, duas medidas.
Quando é conservador, a narrativa é de “ameaça à democracia”.
Quando é alguém de dentro do sistema, o discurso muda para “eventual falta funcional” e “apuração rigorosa”.
Até quando essa blindagem?
Quem protege esses comportamentos internos?
Agora, a OAB pede afastamento cautelar, o TJMG fala em procedimento e o caso vai ao Órgão Especial.
Tudo muito bonito no papel.
Mas a pergunta que fica é simples: se não tivesse vídeo, teria punição?
O episódio do “juiz do vinho e cigarro” virou símbolo de um Judiciário que exige respeito, mas não consegue se respeitar diante das câmeras.