Durante anos, a esquerda gritou contra o tal “financiamento da política”, apontou o dedo para empresários, acusou a direita de comprar eleição e posar de dona da moral.
Enquanto isso, partidos nanicos de extrema esquerda surfavam tranquilos no mar de dinheiro público do fundo partidário e do fundo eleitoral, quase sem escrutínio, blindados pelo discurso revolucionário e pela simpatia de parte da imprensa.
Agora a coisa mudou de figura.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Causa Própria e colocou o PCO, aquele mesmo que vive atacando conservadores e defendendo ditaduras socialistas, no centro de uma investigação sobre suposto desvio de recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral.
Quem realmente paga essa conta toda?
O dinheiro vem diretamente do contribuinte, via fundos públicos destinados a atividades partidárias e campanhas eleitorais, que deveriam ser usados com transparência e responsabilidade.
Segundo a PF, há indícios de que recursos públicos foram repassados a empresas e pessoas físicas sem capacidade operacional compatível com os valores recebidos.
Ou seja, exatamente o tipo de prática que a esquerda diz combater quando quer posar de paladina da ética.
Como funcionaria esse esquema suspeito?
Os investigadores apontam pagamentos a estruturas sem lastro real, além de possíveis vínculos diretos ou indiretos entre os beneficiários e integrantes da estrutura partidária, o que levanta suspeita de uso do fundo eleitoral em benefício próprio.
A Justiça Eleitoral autorizou mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e afastamento de investigados de funções de direção.
Em tese, os crimes vão de apropriação indébita eleitoral a lavagem de dinheiro.
Por que a esquerda quase nunca é cobrada?
Porque há anos se normalizou a ideia de que partidos de esquerda são “do bem” e, portanto, qualquer investigação contra eles seria perseguição, enquanto a direita é tratada como culpada por definição.
No fim, o que revolta o brasileiro conservador é ver o mesmo roteiro de sempre: discurso inflamado contra o sistema, dedo em riste contra a direita, mas, quando a PF entra em cena, o que aparece é suspeita de uso do dinheiro do povo em benefício de um partido que vive de atacar quem produz e paga imposto.
E aí, quem é mesmo o inimigo da democracia?