Todo brasileiro sabe como funciona para o cidadão comum: visita rápida, regra dura, burocracia infinita.
Mas quando o preso é banqueiro bilionário, com banca de advogados estrelados e processo no Supremo Tribunal Federal, o jogo muda de figura bem rápido.
Enquanto a esquerda vive repetindo discurso de “sistema opressor” e “prisão desumana”, na prática quem parece conseguir tratamento diferenciado são justamente os poderosos bem conectados.
Onde está a preocupação com igualdade agora?
Ninguém esperava tratamento igualitário?
A realidade mostra que não.
Quando interessa, o sistema se ajusta.
A pergunta que não quer calar é simples: por que tanto esforço para ampliar horário de visita justamente para quem já tem acesso direto a ministros, audiências privadas e toda a estrutura de defesa que o brasileiro comum jamais terá?
Quem ganha com essas visitas ampliadas?
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está preso na Papudinha, em Brasília, desde 25 de junho e já tenta emplacar nada menos que uma terceira proposta de delação premiada com PF e PGR.
As duas primeiras foram recusadas.
Mesmo assim, a pressão continua.
Por que tanta insistência nessa delação?
Porque ela pode envolver nomes poderosos e acordos vantajosos.
Agora, a nova cartada é pedir ao ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, a ampliação do tempo de atendimento dos advogados ao preso.
Hoje, cada defensor tem cerca de uma hora.
A defesa quer mais, muito mais, e já pediu audiência direta com o ministro para tratar disso e de outros expedientes em andamento.
Onde está o mesmo rigor visto contra a direita?
Aqui entra a indignação: quando é político conservador ou aliado de Bolsonaro, o sistema corre, prende, restringe, cala.
Quando é banqueiro bem relacionado, o debate vira “condições de trabalho da defesa” e “necessidade de tempo para colaboração”.
Até quando o brasileiro vai aceitar esse padrão de dois pesos e duas medidas dentro do próprio STF, com delação premiada sendo usada como moeda de negociação enquanto o povo segue sem voz nem privilégio algum?