De um lado, um filme que o público escolheu assistir em massa.
Do outro, um governo que adora decidir o que o brasileiro pode ou não ver.
Enquanto a esquerda vive repetindo discurso de liberdade, diversidade e arte sem amarras, na prática o que se vê é o velho impulso de controle estatal sobre tudo, até sobre o que roda na Netflix.
Quando é artista de esquerda atacando conservador, vale qualquer coisa.
Mas quando uma produção sobre um crime real explode em audiência e foge da cartilha politicamente correta, de repente o Estado corre para “proteger” o cidadão.
Proteger de quê exatamente?
Quem decide o que assistimos hoje?
O Ministério da Justiça, por meio de um departamento ligado ao governo Lula, resolveu reavaliar o filme “Elize: Sombras de uma Mulher”, que já estava classificado para maiores de 16 anos e fazia enorme sucesso na plataforma.
Por que mexer justamente agora?
A Netflix recebeu despacho oficial e tem prazo de cinco dias para se adequar.
Isso é proteção ou controle velado?
Politicamente, porém, acende um alerta: o mesmo governo que fecha os olhos para tantos problemas reais do país mostra agilidade impressionante para intervir em conteúdo audiovisual.
Até quando o Estado vai avançar?
Hoje é um filme de crime real.
Amanhã, será um documentário incômodo?
Uma produção conservadora?
Uma obra que questione narrativas da esquerda?
O fato é que o longa sobre Elize Matsunaga, baseado em um caso brutal de 2012, virou um dos maiores sucessos recentes da Netflix no Brasil e até liderou entre produções em língua não inglesa.
Justamente depois disso, entrou no radar do governo Lula.
Coincidência ou mais um passo na escalada de controle cultural que tanto preocupa quem defende liberdade de escolha?