Quem acompanha a política brasileira já percebeu que, quando o assunto é dinheiro e poder, sempre sobra blindagem para uns e perseguição para outros.
Quando é alguém ligado à direita, o sistema cai matando.
Quando o rastro do dinheiro pode encostar em figurões da velha política, o clima muda, tudo fica mais lento, mais cauteloso, mais “técnico”.
Agora, o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, está sendo orientado a transformar sua nova proposta de delação em um verdadeiro confessionário, sem esconder nada.
Não é a primeira tentativa.
Ele já mudou de equipe de defesa, insiste em reabrir a porta da delação premiada e tenta convencer STF, Polícia Federal e PGR a ouvirem tudo o que ele tem para contar.
Por que tanto medo dessa delação?
Ela pode alcançar o meio político, detalhar a trama do caso Master e mostrar quem realmente se beneficiou dos esquemas.
Os advogados já pediram ao STF mais tempo de visita, até seis horas por dia, para coletar informações e montar a nova proposta.
Também solicitaram audiência com o ministro André Mendonça, relator do caso.
Quem teme essa delação explosiva?
Setores da classe política que sempre posaram de “defensores da democracia”, mas nunca explicaram direito suas relações com o sistema financeiro e grandes bancos.
Quem pode ser atingido agora?
Qualquer agente político citado por Vorcaro, se o STF aceitar ouvir tudo.
Por que o sistema está tão cauteloso?
Porque o próprio entorno do banqueiro fala em informações inéditas e relevantes, capazes de mexer com Brasília.
O que a esquerda mais teme hoje?
A pergunta que fica é simples: se a delação pode esclarecer o caso Master e alcançar o meio político, o Brasil terá acesso à verdade completa ou veremos, de novo, seletividade, blindagem e silêncio conveniente quando o rastro do dinheiro não interessa a quem manda no sistema?