Há anos a esquerda vende a ilusão de que o Brasil é “protagonista global”, livre, soberano, respeitado.
Na prática, o que se vê é um país empurrado de um lado pelos Estados Unidos e do outro pela China, enquanto a classe política finge que está no comando.
O tarifaço americano contra produtos brasileiros escancarou essa fragilidade.
Em vez de uma reação firme, o governo corre para a Organização Mundial do Comércio, justamente a entidade que o próprio governo Trump despreza.
E quem aparece logo para “ajudar”?
A China de Xi Jinping, interessadíssima em ampliar sua influência econômica por aqui.
Por que China quer tanto participar?
A China enxerga oportunidade de fortalecer sua presença no Brasil, usando o conflito comercial com os EUA para se aproximar ainda mais da nossa economia.
Quem ganha com essa dependência mútua?
Ganham os grandes interesses globais e o projeto de expansão chinesa, enquanto o Brasil fica cada vez mais preso a decisões tomadas fora do país.
Enquanto isso, dados oficiais mostram a interdependência Brasil-China crescendo em ritmo acelerado, com investimentos, comércio e setores estratégicos ficando cada vez mais nas mãos de Pequim.
E a narrativa “anti-imperialista” da esquerda some quando o imperialismo é vermelho e comunista.
Por que a esquerda silencia agora?
O mais irônico é ver analistas tentando usar esse cenário para atacar Jair Bolsonaro, lembrando que ele tentou frear o avanço chinês.
Hoje, com a pressão dos EUA e a coordenação afinada com Pequim, o Brasil se vê empurrado para uma dependência que ninguém votou, ninguém debateu e que pode custar caro ao agronegócio e à indústria.
Até quando vamos aceitar isso?
No fim, a tal “boa notícia” de negociação na OMC revela algo bem mais incômodo: um Brasil sem rumo claro, usado como peça no tabuleiro de Trump e Xi, enquanto a esquerda aplaude calada a consolidação da dependência com a ditadura chinesa.