Quem acompanha a política brasileira já percebeu o roteiro repetido: a esquerda acusa, cria narrativa pesada, joga o nome do adversário na lama e, quando a história começa a desmoronar, corre para se proteger nas instâncias mais altas do sistema.
Com Lindbergh Farias não está sendo diferente.
O deputado do PT, velho conhecido dos tempos de defesa apaixonada de Lula e dos ataques à Lava Jato, entrou de novo em cena.
A acusação de estupro contra o deputado Alfredo Gaspar, levada à Polícia Federal por Lindbergh e Soraya Thronicke, já tinha sofrido um baque quando a própria jovem negou ser filha de Gaspar e afirmou ter nascido de relação consensual.
Gaspar ainda colocou o DNA à disposição das autoridades, mostrando que não tinha nada a esconder.
O que está acontecendo nos bastidores agora?
Essa pergunta aponta para o jogo político.
Quando um comerciante aparece dizendo que houve armação, que teria havido gente contratada para montar a acusação e que pessoas ligadas ao petista sabiam de tudo, o mínimo seria esclarecer tudo até o fim.
Mas não: Lindbergh corre ao STF para tentar anular o depoimento dado à Polícia Legislativa e travar o uso das informações.
Por que tanto medo da investigação?
A esquerda vive falando em "defesa das instituições" e "combate às fake news", mas quando surge a suspeita de armação política contra um deputado de direita, a reação é tentar invalidar provas, anular procedimentos e até impedir que a própria Polícia Legislativa investigue.
Onde fica o tal combate à desinformação agora?
Quem está sendo realmente protegido aqui?
Lindbergh tenta blindar a si mesmo.
Na ação, o petista quer que o STF suspenda todo o procedimento, declare nulos os atos, inutilize o material e ainda proíba a Polícia Legislativa de investigar condutas atribuídas a congressistas.
Ou seja, se depender dele, basta um parlamentar da esquerda se sentir incomodado para jogar tudo no colo do Supremo e tirar qualquer apuração do caminho.
Até quando o sistema vai servir de escudo para narrativas políticas seletivas?