De novo, a mesma receita: uma tragédia real, dor verdadeira, e a esquerda correndo para usar o caso como atalho para mais controle do que o brasileiro fala, vê e compartilha na internet.
Em vez de discutir responsabilidade individual, família, educação e punição exemplar para criminosos, o alvo vira a ferramenta, a plataforma, o ambiente onde milhões de pessoas se comunicam legitimamente.
Quem ganha com isso?
Quem sempre sonhou com um Estado que decide o que pode ou não ficar no ar.
O governo Lula já empurrou decreto, tentou regular rede social por canetada, viu o STF criar um modelo duro de responsabilização das plataformas.
Mesmo assim, agora a sanha vai além do que o próprio Supremo definiu.
Por que querem calar plataformas inteiras?
Porque assim concentram poder político.
A primeira-dama Janja pediu que o Discord fosse simplesmente retirado do ar, imediatamente, após a morte trágica de uma adolescente de 13 anos.
Sem esperar investigação completa, sem discutir proporcionalidade, sem lembrar que o próprio STF, no Marco Civil da Internet, não previu suspensão geral como resposta automática.
Quem está realmente sendo responsabilizado aqui?
A AGU chegou a falar em ação civil pública e bloqueio nacional, como se o simples fato de haver crime em um ambiente digital justificasse apagar o serviço para milhões de usuários.
Mas a própria lei do ECA Digital fala em razoabilidade, proporcionalidade, devido processo legal, gradação de sanções.
Até o STF preservou proteção para comunicações privadas e rejeitou punições automáticas.
Por que ignorar os limites já fixados?
Depois da reunião em Brasília, o tom mudou: agora o governo fala em prazo, proposta de mudanças, possível TAC, solução consensual.
Ou seja, recuo tático depois de ir longe demais no discurso.
Enquanto isso, o Discord afirma que já coopera com autoridades, derruba servidores criminosos, entrega dados com ordem judicial.
A pergunta que fica é simples: se até o modelo rigoroso do STF coloca freios, por que a primeira-dama e a AGU se sentem autorizadas a ir além?
Quando a esquerda usa uma tragédia para empurrar censura em massa, não está protegendo crianças, está testando o limite da nossa liberdade.